SEÇÃO DE ENSINO E DIVULGAÇÃO DA LIADA

Paulo Sergio Bretones – Coordenador

bretones@mpc.com.br

Instituto Superior de Ciências Aplicadas.
IG/UNICAMP

Endereço postal: Rua Joaquim de Paula Souza, 1168 - Jardim Proença 

CEP: 13096-142 - Campinas - SP - BRASIL

Projetos Atuais da Seção de Ensino

- Propósitos gerais: http://www.liada.net/ensino.htm.   (BRETONES, 1998a)

- Astronomia nas Escolas:  (BRETONES, 1998b);

- Projetos de observação lançados no Foro:

                Visam chamar a atenção de público para observação de planetas e oposição ou conjunções notáveis da Lua com planetas. Foram os seguintes:

20/04/99 – Oposição de Marte

02/04/00 – Projeto Conjunções (Lua/Júpiter e Saturno)

29/09/00 – Projeto Conjunções (Lua/Mercúrio e Vênus)

11/06/01 - Oposição de Marte

15/06/01 - Projeto: Eclipse parcial do Sol de 21 de junho de 2001

09/04/02 – Projeto Conjunções (Lua/Vênus, Marte, Júpiter e Saturno)

28/05/02 - Projeto Conjunções - Júpiter e Vênus

Coordenadores Locais

                Recentemente, a Seção de Ensino da Liada resolveu nomear Coordenadores Locais nos vários países afiliados.

                Foram nomeados: Patricia Olivella do Observatorio Buenos Aires e Colaborador Adjunto Sebastián Musso do Centro de Estudios Astronómicos de Mar del Plata (Argentina); Hebert Pistón Rodríguez, Canelones (Uruguai) e Nicolás Gulino do Planetário Eugene e do Observatório Pine Mountain, de Oregón (USA e Canadá).

- Patricia Olivella: observatorioba@ciudad.com.ar

- Hebert Pistón Rodríguez: hebluc@adinet.com.uy

- Nicolás Gulino: nicolas.gulino@mcgill.ca

Projetos Futuros – Novos Desafios

Estamos apresentando novos projetos e solicitando a participação dos membros da LIADA (pesquisadores, professores e amadores) em seus países e de todas as formas, em instituições e individualmente.

Alguns outros projetos que temos em mente estão relacionados abaixo.

-          Manter artigos na área de Ensino e Divulgação publicados na revista “Universo”.

-          Divulgar e distribuir a revista Universo para interessados em Astronomia, particularmente envolvidos com o ensino nos vários países através de nossas instituições, fazendo também novos sócios entre os professores.

-          Manutenção da página da Seção de Ensino no site da LIADA, que mostraria as principais linhas de trabalho e projetos a serem desenvolvidos como:

1)       História do Ensino de Astronomia em cada um dos países da América Latina,

                BRASIL

2)       Astronomia nas Escolas,

3)       Astronomia para o público e interessados em geral e Eventos,

4)       Fenômenos Astronômicos,

5)       Manuais de Observação e outros Materiais,

6)       Atendimento a professores,

7)       Atendimento a estudantes,

8)       Estímulo à organização do Dia da Astronomia,

9)       Cursos pela Internet,

10)     Sugestões (...).

Solicitamos que coloquem outras sugestões, caso considerem possível executá-las e que, para cada projeto que estejam interessados em desenvolver em nome da LIADA, comunique-nos para tomarmos conhecimento.

Sugerimos que estejam sempre familiarizados com as atividades de ensino e divulgação de Astronomia que ocorrem nos seus países e na medida do possível tentem representar a LIADA em eventos, publicações, sociedades etc., de todas as formas possíveis.

Também solicitamos que divulguem suas atividades em “Universo”, enviem-nos relatórios sobre suas atuações no âmbito da LIADA para que possamos manter a junta diretiva informada, para refletirmos sobre nossos avanços e traçar novas estratégias.

Também temos que procurar envolver colaboradores em outros países que ainda
não têm Coordenadores Locais, tarefa para a qual pedimos ajuda de todos para indicações de nomes.

Finalizando, tendo em vista o quanto pode ser feito, gostaríamos de fazer algumas perguntas a cada um dos presentes nesta convenção: 1) Como cada um de nós pode fazer alguma coisa para contribuir para o ensino e divulgação de Astronomia? 2) Que papel a Astronomia pode ter nos nossos dias como opção para os jovens, desviando-os das drogas e da violência? 3) Como a Seção de Ensino e Divulgação da LIADA pode contribuir neste sentido?

Referências

BRETONES, Paulo Sergio.  Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia.  La Red de Observadores.  Liga Ibero-Americana de Astronomia - Montevideo - Uruguai. nº 52, p. 3, 1998a.

BRETONES, Paulo Sergio.  Astronomia nas Escolas.  La Red de Observadores.  Liga Ibero-Americana de Astronomia - Montevideo - Uruguai. nº 53, p. 3, 1998b.

[Projeto:  Conjunções 2 ] [Projeto:  Conjunções] [Projeto: O eclipse parcial do Sol na manhã de 21 de junho de 2001 COMPLETO] [Projeto: OPOSIÇÃO DE MARTE] [Projeto:  ASTRONOMIA NAS ESCOLAS]

Muitas são as áreas que podem ser abrangidas por esta Seção da LIADA. Em primeiro lugar é importante lembrar que embora tenhamos pesquisa de qualidade nos países da Iberoamérica e um bom numero de amadores empenhados em contribuir com seu trabalho, o nível do ensino continua muito deficiente em termos gerais e no que diz respeito a Astronomia. Isto não é apenas um "privilégio" de nossos países mas sabemos que ocorre em todo o mundo. Com esta seção acreditamos que a Liada em seu trabalho possa atingir grande número de interessados como pesquisadores, professores e amadores de modo geral que possam contribuir com o ensino de Astronomia em suas regiões. A área de Educação é muito ampla e conta com a contribuição de muitas outras como as Ciências, Matemática, Psicologia, História, Sociologia, etc. Por isto é muito complexa e pode ter, para um dado caso estudado, muitas interpretações e muitos pontos de vista. Mesmo sendo a Astronomia uma ciência das mais antigas, a pesquisa em Ensino de Astronomia é recente em termos internacionais como em outras áreas da Educação. Através da seção de Ensino e Divulgação de Astronomia da Liada colocamo-nos à disposição de todos os interessados em debater o tema na forma de projetos em vários níveis. Estes podem abranger o ensino chamado Formal e o Não Formal ou Escolar e Não Escolar. O Escolar pode abranger o ensino Primário, Secundário e Universitário. Uma das propostas é de que os interessados poderiam enviar informações sobre instituições que se dedicam ao ensino de Astronomia em termos de um histórico das atividades já desenvolvidas e descrição das atividades atuais, metodologia, duração, número de estudantes ou pessoas atendidas, etc. Por outro lado solicitamos relatos de experiências isoladas realizadas por professores ou interessados que queiram nos enviar um estudo de caso, resultados alcançados, etc. Uma sugestão interessante e que os interessados da Liada possam interagir com escolas de sua localidade e procurar oferecer atividades para os professores e estudantes como cursos, palestras, exposições ou sessões de observações do céu a olho nu ou com instrumentos. Outra sugestão é a realização do Dia da Astronomia que pode ser em qualquer dia do ano que um grupo de determinada localidade preferir ou o mesmo para a Iberoamérica. Estamos à disposição para consultorias aos possíveis interessados na área de Ensino de Astronomia e pretendemos relatar estas experiências em "La Red", na revista "Universo" e também em termos da Comissão 46 (Teaching of Astronomy) da IAU. Também estamos interessados nas experiências de ensino e divulgação de Astronomia que forem feitas devido a preparação e observação de fenômenos celestes para professores, estudantes e publico em geral. Solicitamos artigos que relatem estas experiências com descrições, análises, fotos e todas as informações que julgarem interessantes. Finalmente estamos dispostos a contribuir com quaisquer interessados em promover o Ensino e a Divulgação de Astronomia e apoiar projetos nesta direção.

* Resoluciones de Santa Fe en ENSEÑANZA *

09/04/02 – Projeto Conjunções (Lua/Vênus, Marte, Júpiter e Saturno)

Estimados amigos da LIADA:

No empenho de divulgar cada vez mais a Astronomia estamos sempre à procura de bons projetos e maneiras de mostrar os fenômenos celestes para as pessoas de modo geral.

Entre os objetos celestes, podemos considerar a Lua o que sem dúvida chama mais a atenção das pessoas e é muito evidente à vista desarmada. Nesse sentido, a Comissão de Ensino da LIADA propõe especial atenção à oportunidade que teremos nas próximas noites, como já mencionado nas mensagens enviadas para o foro por vários colegas.

No dia 12 teremos a Lua Nova e a partir daí, no início das as noites seguintes, poderemos observá-la juntamente com os planetas Vênus, Marte, Saturno e Júpiter.

Marquem bem as datas e os planetas com os quais a Lua fará conjunção:

Dia 14 --> Vênus,

Dia 15 --> Marte,

Dia 16 --> Saturno e

Dia 18 --> Júpiter

Como sempre exploramos neste projeto, será uma excelente oportunidade, pela beleza destes fenômenos e por serem tão acessíveis, de mostrar para pessoas não familiarizadas com os fenômenos celestes, estudantes e professores que, além da Lua estarão observando nas suas "proximidades" tais planetas. De início pode-se abordar a questão do brilho dos planetas e a diferença de cintilarem ou não como as estrelas, sem esquecer a proximidade do horizonte. Depois comentar sobre as características e os tamanhos dos planetas em comparação com a Lua e suas distâncias, o que os tornam pontos quando vistos sem instrumentos ópticos. Se a observação puder se prolongar por mais horas, o céu desta época é muito interessante porque temos as constelações de Touro, Órion, Cruzeiro do Sul e Centauro por exemplo. Todas elas com suas histórias da Mitologia e objetos muito interessantes de serem observados com ou sem instrumentos. Se houver tempo para observações ao longo da semana, é interessante abordar a trajetória da Lua, suas mudanças de fases, o quanto se desloca por dia e quanto será no final de um mês. Ainda observando a Lua, é muito interessante notar sua trajetória ao longos das constelações e durante o mês. Essas sugestões podem ser aplicadas para qualquer pessoa interessada de nossa família ou amigos mas caso tenham disponibilidade para realizar palestras, exposições ou sessões de observação, pode-se aproveitar ao máximo a oportunidade para abordar outros assuntos relacionados à Astronomia dependendo, é claro, do grau de interesse do grupo.

Pode-se realizar estes projetos em escolas ou para grupos de interessados. Mas, se cada um de nós aproveitarmos as próximas noites para chamar a atenção de alguém e despertá-lo para observar a natureza e a beleza do céu, teremos alcançado um grande resultado !

Finalmente, caso tenham interesse em projetos de ensino e divulgação de Astronomia que utilizem-se o espaço do Foro da LIADA para relatar seus projetos ou publicá-los na revista Universo. Em breve estaremos divulgando o foro de ensino (enseñanza) e a nova página da Seção na web. Esta comissão da LIADA também pode ocupar esses espaços ! Mais uma vez peço encarecidamente que nos enviem os resultados destes projetos estamos interessados em estimular ao máximo iniciativas deste tipo e contá-las como projetos da LIADA. Gostaríamos muito de saber o alcance de nossas iniciativas ! Desejo boa sorte a todos,

 

Paulo Sergio Bretones: bretones@mpc.com.br 

ISCA - Instituto Superior de Ciências Aplicadas 

Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia – LIADA 

Projeto: Eclipse parcial do Sol de 21 de junho de 2001

Como parte dos projetos da Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia da LIADA estamos propondo projetos para estudantes, professores e público em geral a respeito do Eclipse do Sol de 21 de junho. Entendemos, mais uma vez, tratar-se de uma grande oportunidade para fazer chegar às pessoas de modo geral e da melhor maneira que pudermos, a oportunidade de observarem os fenômenos do céu dispondo de explicações a respeito. Caso tenham disponibilidade para escrever artigos, dar entrevistas para jornais, rádios e televisões, realizar palestras, exposições ou sessões de observação, aqui vão algumas sugestões. Mais uma vez seria interessante seguir o roteiro proposto no "Proyecto Astronomía en las escuelas". Elaboramos um artigo que estará disponível na página da Seção de Ensino, que leva em conta os principais itens que, do nosso ponto de vista são essenciais de serem abordados em oportunidades de divulgar o eclipse:

 

O eclipse parcial do Sol na manhã de 21 de junho de 2001

PAULO SERGIO BRETONES

Professor de Astronomia do curso de Geografia e do Observatório de Morro Azul do ISCA Faculdades de Limeira

Na manhã de 21 de junho, observadores do Brasil e de várias partes do mundo terão a oportunidade de observar um eclipse total do Sol, para nós visível como parcial.

O eclipse será visível como total em uma faixa que se inicia no oceano Atlântico Sul, a sudoeste do Brasil, atravessa a África do lado ocidental ao oriental, passando sobre Angola, Zâmbia, norte do Zimbábue, Moçambique e Madagascar, para terminar no oceano Índico, a oeste de Madagascar.

Será visível como parcial na parte leste da América do Sul e a maior parte da África, exceto a parte norte.

É uma das raras chances de observar-se esse fenômeno. Pode ocorrer, anualmente, no mínimo 2 eclipses sendo os 2 lunares e no máximo 7 eclipses como por exemplo 5 solares e 2 lunares ou 4 solares e 3 lunares. Embora os eclipses solares ocorram em maior número, vemos com mais freqüência os lunares, pelo fato de os últimos serem observados em áreas consideravelmente superiores à metade da Terra, enquanto que os solares só podem ser vistos em uma área muito limitada com cerca de 260 km de largura e de 4800 a 6400 Km de extensão.

Os eclipses solares ocorrem quando a Lua interpõe-se entre o Sol e a Terra, isto é, quando está em fase de Lua nova.

Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia pelo seguinte:

A Terra gira ao redor do Sol num plano. Por exemplo, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa.

Embora a Lua projete sempre a sua sombra não a percebemos. Em outras palavras, geralmente a Lua passa acima ou abaixo do Sol.

Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, ou seja, passa por um nodo, e, além disso, o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, ocorre um eclipse solar.

Figura 1: Planos das órbitas da Terra e da Lua

A sombra da Lua projetada no espaço se estende em forma cônica e é interceptada pela Terra resultando numa faixa de até 300 km de largura. O deslocamento dessa faixa sobre a superfície terrestre define a faixa de totalidade do eclipse.

No interior do cone de penumbra da Lua os observadores podem ver o Sol parcialmente oculto pelo disco de nosso satélite, em uma faixa bem mais extensa.

Figura 2: Sombra e penumbra da Lua projetadas na Terra e a faixa de totalidade

Na manhã de 21 de junho, o Sol irá nascer às 06h49min, mas o eclipse já terá começado às 06h35min quando a Lua nova começará a “tocar” o disco do Sol. Assim, o Sol irá nascer com um entalhe no lado leste. A Lua irá cada vez mais ocultando o disco do Sol até que, às 07h32min o Sol terá 70% de seu diâmetro cobertos pelo nosso satélite. Nesse momento, quando 60% da área do Sol for obscurecida pelo disco lunar, estará a cerca de 8 graus de altura sobre o horizonte. Então, a Lua começará a sair da frente do Sol até que às 08h36min sairá por completo.

Figura 2a: Aspecto do Sol, no máximo do eclipse, para Limeira

Como o Sol já irá nascer eclipsado, vala a pena ir a locais altos para observar esse belo fenômeno. Assim, o melhor local de Limeira será o Observatório do Morro Azul, que está a 840 m de altitude, cerca de 300 m acima do centro da cidade.

Os eclipses, em particular os solares, sempre tiveram papel marcante na história e são previstos desde milhares de anos antes da era cristã. Os antigos chineses, por exemplo, achavam que quando ocorria um eclipse um dragão estava engolindo o Sol. A população se reunia e fazia o maior barulho possível para espantá-lo. Sempre dava certo! Também conta uma lenda que os astrônomos Hi e Ho, em cerca de 2100 a.C., a serviço do imperador, beberam tanto que se esqueceram de predizer um eclipse e por isso foram executados.

Figura 3: Dragão engolindo o Sol

Os antigos egípcios e babilônios também previram eclipses. Os antigos filósofos e matemáticos gregos como Tales e Hiparco, aperfeiçoaram os cálculos e observaram vários eclipses.

O eclipse total do Sol observado, em 1919, na cidade de Sobral, no Ceará, ajudou a comprovar a Teoria de Relatividade de Einstein segundo a qual, os raios de luz as estrelas, ao passarem próximos ao Sol, deveriam sofrer um desvio.

Denomina-se eclipse ao obscurecimento parcial ou total de um corpo celeste em virtude da interposição de um outro. A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa abandono, desmaio, desaparecimento.

Neste ano temos ao todo 2 eclipses do Sol e 3 eclipses da Lua. De todos esses, somente o eclipse parcial do Sol será visível em Limeira e em parte do Brasil como podemos ver pela carta geral do eclipse:

Figura 4: Carta geral do eclipse

O outro eclipse solar deste ano ocorrerá em 14 de dezembro e será visível como parcial no norte do Brasil.

O próximo eclipse do Sol, também visível como parcial em Limeira, será em 2006, que será visível como total no nordeste do Brasil.

A cada 18 anos 11 dias e 8 horas os eclipses se reproduzem na mesma seqüência, é o chamado período de Saros, já conhecido pelos caldeus. Mas só depois de 3 Saros será possível a um observador contemplar, no mesmo lugar, o mesmo eclipse em circunstâncias praticamente idênticas.

O único inconveniente no dia 21 poderá ser o céu encoberto pelas nuvens ou névoa, muito comum nesta época do ano a essa hora, pois o eclipse irá ocorrer com o Sol muito próximo ao horizonte.

Durante o eclipse é muito perigoso observar o Sol diretamente, pode produzir queimaduras na retina, causando cegueira. É extremamente perigoso olhar para o Sol com qualquer instrumento óptico como binóculos, lunetas, telescópio ou mesmo através de uma máquina fotográfica. Veja o que acontece quando se queima uma folha utilizando-se uma lente para focar a luz do Sol. Não se deve usar óculos escuros, vidros esfumaçados, radiografias ou negativos de filmes revelados pois estão sujeitos a não serem suficientemente densos para bloquear as radiações não visíveis como o infravermelho e o ultravioleta.

Deve-se tomar o cuidado de observar o fenômeno com um filtro apropriado. O filtro usado em máscara de soldador no. 14, disponível em lojas de ferragens, seria o mais indicado.

Melhor ainda, seria projetar a imagem do Sol numa tela, pelo método de projeção.

Se for utilizado um instrumento, como uma pequena luneta ou binóculo, deve-se alinhá-lo com o Sol, sem observar através dele e colocar um anteparo procurando obter a imagem do Sol no foco.

Pode-se cobrir um pequeno espelho com um papel com um orifício e projetar a imagem do Sol numa parede ou tela branca na sombra ou para dentro de uma sala escura.

Figura 5: Método de Projeção

Também pode-se construir uma câmara escura usando-se, por exemplo, um tubo longo. Deve-se fazer um pequeno furo em uma das faces e apontar essa face para o Sol. Na parte interna da face oposta será projetada uma imagem que poderá ser observada através de uma abertura lateral.

Figura 6: Câmara escura

Para fotografar o eclipse, são indicados filme de baixa sensibilidade (100 ASA) e um filtro de densidade neutra diante da objetiva. No caso da falta de filtros próprios de máquinas fotográficas, pode-se usar o filtro de máscaras de soldar indicado acima.

Para obter na mesma foto a seqüência do eclipse, deve-se fazer um ensaio na véspera para procurar o melhor local. Com a máquina fixa, disparando-se manualmente (velocidade B) em intervalos de três, cinco minutos ou mais.

Usando-se teleobjetivas, como o campo é limitado, é possível obter imagens maiores do Sol e, portanto, nem sempre é possível fotografar, no mesmo quadro, toda a seqüência.

Vale a pena acordar cedo e reunir a turma para observarmos esse raro fenômeno. Enquanto que o eclipse reúne no céu o Sol e a Lua, as pessoas se reúnem aqui em baixo para observá-los e ver esse belo espetáculo da natureza.

O Observatório estará aberto para a observação do eclipse para escolas, grupos e interessados que deverão se inscrever antecipadamente no ISCA pelo telefone 440-4700.

 

Bibliografia:

BOCZKO, Roberto.  Conceitos de Astronomia.  São Paulo: Edgard Blücher Ltda, 1984.  429p.

BRETONES, P.S.  Os Segredos do Sistema Solar.  São Paulo: Atual Editora, 1993.  44p.

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas.  Anuário de Astronomia 2001.  Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.  287p.

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas.  Eclipses, da superstição à previsão matemática.  São Leopoldo, Ed. Unisinos, 1993.  239p.

LIVI, Silvia Helena Becker.  Eclipse solar total: 3 de novembro de 1994.  Caderno Catarinense de Ensino de Física, vol. 10, n. 3, p. 262-268, 1993.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA.  Veja o eclipse do Sol com segurança!!  Londrina, 1994.

http://eclipse.astroinfo.org/sofi/activemaps.html  http://umbra.nascom.nasa.gov/eclipse/010621

 

O artigo que elaboramos é apenas um exemplo e uma tentativa de nossa parte em atingir os objetivos propostos. Muitas outras formas são possíveis e nosso interesse é apenas em divulgar a Astronomia.

Solicitamos aos interessados em projetos de ensino e divulgação de Astronomia que utilizem-se o espaço do Foro da LIADA para relatar seus projetos. Esta comissão da LIADA também pode ocupar esses espaços ! Caso possa nos enviar os resultados destes projetos estamos interessados em estimular ao máximo iniciativas deste tipo.

POR FAVOR, COMUNIQUEM-NOS SEUS RESULTADOS.

Projeto: OPOSIÇÃO DE MARTE

Como sugestão da Comissão de Ensino da LIADA estamos propondo projetos para estudantes, professores e público em geral a respeito da Oposição do planeta Marte, algo parecido com o que fizemos em abril de 1999. Caso tenham disponibilidade para realizar palestras, exposições ou sessões de observação, aqui vão algumas sugestões: Inicialmente seria interessante seguir o roteiro proposto no "Proyecto Astronomía en las escuelas" que tem um roteiro de abordagem a escolas. Pode-se explorar inicialmente a observação a olho nu do planeta notando que está mais brilhante que em geral devido à posição favorável. Neste contexto, é interessante abordar a distância de Marte ao nosso planeta nesta época (cerca de 0,45 UA ou cerca de 67 milhões de quilômetros). Depois, aproveitar a proximidade no céu com a estrela Antares, que é vermelha e que levou o nome do rival de Marte (Ares) e ao mesmo tempo a identificação da constelação do escorpião no céu. Seria interessante associar a cor avermelhada com a composição da superfície do planeta e o contraste com a calota polar, caso possa ser observado por telescópios ou binóculos. Após isto seria interessante explorar outras questões relacionadas ao planeta dispondo-se de fotos e esquemas e do aproveitamento do equipamento disponível para cada um. Finalmente pode-se aproveitar ao máximo a oportunidade para abordar outros assuntos relacionados à Astronomia dependendo, é claro, do grau de interesse do grupo. Pode-se observar outros objetos celestes e constelações visíveis nesta época e indagando-se, por exemplo, sobre a posição da Lua no céu e a que horas da noite ela se torna visível. Pode-se realizar esses projetos em escolas ou para grupos interessados em datas próximas à oposição que ocorre em 13 de junho ou sua maior aproximação que será no dia 21 de junho. Solicitamos aos interessados em projetos de ensino e divulgação de Astronomia que utilizem-se o espaço do Forum da LIADA para relatar seus projetos. Esta comissão da LIADA também pode ocupar esses espaços ! Caso possa nos enviar os resultados destes projetos estamos interessados em estimular ao máximo iniciativas deste tipo.

 

Projeto:  ASTRONOMIA NAS ESCOLAS

Estamos dando continuidade ao trabalho da Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia da LIADA conforme anunciado em artigo publicado em La Red de Observadores número 52.
Estamos convocando e estimulando os membros da LIADA e colaboradores para a realização de atividades em escolas de suas regiões.
Como a LIADA tem membros que são pesquisadores, professores e amadores de modo geral, cada um pode ter diferentes atuações em escolas e alguns até já realizam com freqüência atividades deste tipo.
Aos que já atuam em escolas estamos abrindo espaço nesta seção para que comuniquem seus trabalhos, formas de atuação e experiências através de relatos, descrições e fotos debatendo estas questões.
Àqueles que gostariam de contribuir em suas localidades com as escolas da região estamos nos colocando à disposição para incentivá-los e encorajá-los a estas tarefas.
A seguir passo a descrever um pequeno roteiro de abordagem a uma escola que pode ser seguido como tentativa.
Imagino que entre os membros da LIADA existam muitos amadores que cultivam o estudo e pratica da Astronomia a certo tempo. Eventualmente já leram livros, fizeram cursos, assinam alguma revista, são membros de associações ou clubes e até possuem instrumentos como binóculos e telescópios, mapas celestes, fotos e cartazes para exposições.
Se você tem essa experiência e recursos, e gostaria de colocá-los a serviço da educação em sua localidade aqui vão algumas dicas que podem começar por uma escola em sua região:

1) Escolha uma escola que poderia aceitar sua colaboração.
2) Fale com a direção ou coordenação para expor seu interesse em desenvolver atividades de Astronomia.
3) Procure saber dos interesses da escola neste assunto.
4) Verifique em que momento a Astronomia é abordada pelas disciplinas no programa de cada série escolar.
5) Descubra professores e alunos mais interessados na área para colaboração mais efetiva.
6) Que atividades seriam feitas e de que forma ? Seriam palestras, observações do céu, exposições ou outras ?
7) Deixe que os alunos se envolvam, participem e usem a criatividade.
8) Avalie os alunos e você mesmo nessas atividades.
9) Tente uma colaboração sistemática e continua com a escola ficando à disposição em épocas de fenômenos e eventos astronômicos que despertem a atenção do público.
10) Escreva relatando e comunique estas experiências para incentivar outros interessados a desenvolvê-las.


OBS: Além de astrônomos profissionais, pesquisadores e professores, estamos muito interessados em experiências de amadores isolados que queiram realizar atividades em escolas de sua regiao.

BRETONES, Paulo Sergio.  Astronomia nas Escolas.  La Red de Observadores.  Liga Ibero-Americana de Astronomia - Montevideo - Uruguai. nº 53, p. 3, 1998b.)

 

28/05/02 - Projeto Conjunções - Júpiter e Vênus

No empenho de divulgar cada vez mais a Astronomia estamos sempre à procura de bons projetos e maneiras de mostrar os fenômenos celestes para as pessoas de modo geral.

Nesse sentido, a Comissão de Ensino da LIADA propõe especial atenção à oportunidade que teremos nas próximas noites de observarmos o planetas Júpiter e Vênus, muito evidentes à vista desarmada.Já no final de semana, sexta e sábado, teremos os dois planetas bem próximos no céu.

Estarão cada vez mais próximos, ficando em conjunção no dia 03 de junho, segunda-feira, quando estarão a uma distância de 1,6o, cerca de três vezes o diâmetro da Lua no céu. Depois disso vão, nas noites seguintes, distanciando-se cada vez mais para quem os vê.No dia 3 os dois astros bem brilhantes no horizonte do oeste, logo depois do pôr do Sol, são: Júpiter à esquerda e Vênus à direita. Para quem olhar com mais atenção poderá notar também logo à direita as duas estrelas mais brilhantes da constelação de Gêmeos, Pólux acima e Cástor abaixo. À esquerda também é visível a constelação do Gigante Caçador, Órion, e no seu interior as famosas Três Marias. Acima destas pode-se notar a estrela Sírius a mais brilhante das estrelas, depois do Sol, naturalmente.

 Como sempre exploramos neste projeto, será uma excelente oportunidade, pela beleza destes fenômenos e por serem tão acessíveis, de mostrar para pessoas não familiarizadas com os fenômenos celestes, estudantes e professores que, próximo ao horizonte do poente estarão observando dois planetas “próximos”.

Como sugestão de assuntos abordados, pode-se considerar, de início, a questão do brilho dos planetas e a diferença de cintilarem ou não como as estrelas, sem esquecer a proximidade do horizonte.

Depois comentar sobre os brilhos dos planetas em função de suas distâncias e tamanhos. Vênus estará com magnitude –3,9 e Júpiter –1,9. Vênus estará mais brilhante, mas é porque trata-se do planeta mais próximo da Terra, estando a 195 milhões de quilômetros “apenas” enquanto de Júpiter estará a 900 milhões de quilômetros, aproximadamente. Assim, é bom comentar que Vênus tem um tamanho muito parecido com o da Terra enquanto que Júpiter é cerca de 1300 vezes maior que o nosso planeta.

Estes planetas são pontos vistos a olho nu, mas com pequenos instrumentos já mostram particularidades interessantes. Vênus em certas épocas pode ser visto com fases, como a Lua. Júpiter pode ser visto acompanhado de quatro de suas maiores luas, descobertas por Galileu em 1610, quando pela primeira vez observou o planeta com a sua pequena luneta. Observando que as luas giravam ao redor do Gigante dos Mundos, verificou que a Terra não era o único centro ao redor do qual todos os astros giravam, contribuindo assim para a derrubada do Sistema Geocêntrico e reforçando o sistema Heliocêntrico de Copérnico.

Vênus estará cada vez mais próximo da Terra até que no final de setembro ficará muito brilhante para quem o observa, e em fase, quando visto com instrumentos.

Também pode-se abordar a diferença de velocidade desses dois planetas por entre as constelações. É fácil notar entre uma noite e outra como Vênus desloca-se mais rapidamente, por estar mais próximo do Sol.

Se a observação puder se prolongar por mais tempo, o céu desta época de noites frias é muito interessante porque poderá ver as constelações do Cruzeiro do Sul, o Centauro, o Escorpião, o Leão e muitas outras. Todas elas com suas histórias da Mitologia e objetos muito interessantes de serem observados com ou sem instrumentos.

Se houver tempo para observações ao longo da semana seguinte, é interessante notar a passagem da Lua por essa região do céu e as mudanças de fases ao longo do mês. No dia 12 de junho a Lua será visível bem baixa no horizonte do poente, mas no dia 13 estará bem próxima ao planeta Vênus, logo após o pôr do Sol.

Essas sugestões podem ser aplicadas para qualquer pessoa interessada de nossa família ou amigos mas caso tenham disponibilidade para realizar palestras, exposições ou sessões de observação, pode-se aproveitar ao máximo a oportunidade para abordar outros assuntos relacionados à Astronomia dependendo, é claro, do grau de interesse do grupo.

Pode-se realizar estes projetos em escolas ou para grupos de interessados. Mas, se cada um de nós aproveitarmos as próximas noites para chamar a atenção de alguém e despertá-lo para observar a natureza e a beleza do céu, teremos alcançado um grande resultado !

Finalmente, caso tenham interesse em projetos de ensino e divulgação de Astronomia que utilizem-se o espaço do Foro da LIADA para relatar seus projetos ou publicá-los na revista Universo. Mais uma vez solicitamos que nos enviem os resultados destes projetos. Estamos interessados em estimular ao máximo iniciativas deste tipo e contá-las como projetos da LIADA. Gostaríamos muito de saber o alcance de nossas iniciativas ! Desejo boa sorte a todos



-----------------------------------------------------------------------------------------------------
A Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia da LIADA está cadastrando os membros interessados nesta área.
Pedimos que nos informe através de uma simples carta ou e-mail seu
tipo de atividade e interesse para coordenarmos futuras cooperações em
conjunto.

BRETONES, Paulo Sergio.  Seção de Ensino e Divulgação de Astronomia.  La Red de Observadores.  Liga Ibero-Americana de Astronomia - Montevideo - Uruguai. nº 52, p. 3, 1998a.)
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Estamos colhendo informações sobre projetos de ensino e divulgação.
Conte-nos suas experiências ! Divulgue aqui os resultados !
____________________________________________________________________

 

Atrás ]
Sugerencias y Comentarios a webliada@liada.net                                                    Webmaster: Ing. Ricardo Sánchez
17/06/07
Copyright © 2003 LIADA: Liga Iberoamericana de Astronomía. Reservados todos los derechos.
Sede Social y Administrativa: Observatorio CODE, Centro Observadores del Espacio, Avda. Almirante Brown 5100 (Costanera), S3000ZAA Santa Fe, Argentina